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	<title>História | Prédio Martinelli</title>
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	<description>O primeiro arranha-céu de São Paulo</description>
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		<title>Curiosidades sobre o Edifício Martinelli</title>
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		<pubDate>Mon, 01 Feb 2021 12:00:21 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Arquitetura]]></category>
		<category><![CDATA[Edifício Martinelli]]></category>
		<category><![CDATA[História]]></category>
		<category><![CDATA[Curiosidade de São Paulo]]></category>
		<category><![CDATA[Giuseppe Martinelli]]></category>
		<category><![CDATA[Histórias de São Paulo]]></category>
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		<category><![CDATA[Prédio Martinelli]]></category>
		<category><![CDATA[Primeiro Arranha-Céu]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Idealizado e projetado pelo italiano Giuseppe Martinelli, marcado por uma transição da era dos arranha-céus da capital na década de 1920 e um marco da arquitetura paulistana. O Edifício Martinelli localizado entre as ruas São Bento, São João e Líbero Badaró, é atualmente um dos principais símbolos arquitetônicos do Brasil. Já foi ponto de encontro &#8230; <a href="http://www.prediomartinelli.com.br/curiosidades-sobre-o-edificio-martinelli/" class="more-link">Continue reading <span class="screen-reader-text">Curiosidades sobre o Edifício Martinelli</span> <span class="meta-nav">&#8594;</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Idealizado e projetado pelo italiano Giuseppe Martinelli, marcado por uma transição da era dos arranha-céus da capital na década de 1920 e um marco da arquitetura paulistana.<br />
O Edifício Martinelli localizado entre as ruas São Bento, São João e Líbero Badaró, é atualmente um dos principais símbolos arquitetônicos do Brasil.<br />
Já foi ponto de encontro da alta sociedade paulistana. Por lá já passaram estabelecimentos como o Cine Rosário e o luxuoso Hotel São Bento, além de barbearias, lojas e até uma igreja.</p>
<p>Quer saber mais sobre a história desse ícone de São Paulo?! Acompanhe!</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Foi inaugurado ainda incompleto</strong></p>
<p>Com projeto assinado pelo arquiteto húngaro William Fillinger, o Edifício Martinelli foi inaugurado em 1929 com 90% da obra concluída. Isso aconteceu porque neste mesmo ano foi publicado um artigo em que o Edifício A Noite, no Rio de Janeiro, seria citado como o mais alto arranha-céu da America Latina. Para enfatizar o progresso tecnológico de São Paulo, resolveram adiantar a inauguração, mas as obras foram retomadas e seguiram até 1934, quando o Martinelli foi finalizado com 30 andares e 105 metros de altura, ultrapassando o tamanho do A Noite.</p>
<figure id="attachment_16802" aria-describedby="caption-attachment-16802" style="width: 300px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" class="wp-image-16802 size-medium" src="http://www.prediomartinelli.com.br/wp-content/uploads/2021/01/1929-Durante-as-Obras-300x250.jpg" alt="" width="300" height="250" srcset="http://www.prediomartinelli.com.br/wp-content/uploads/2021/01/1929-Durante-as-Obras-300x250.jpg 300w, http://www.prediomartinelli.com.br/wp-content/uploads/2021/01/1929-Durante-as-Obras.jpg 600w" sizes="(max-width: 300px) 100vw, 300px" /><figcaption id="caption-attachment-16802" class="wp-caption-text">1929 &#8211; Durante as Obras</figcaption></figure>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Prova de carga</strong></p>
<p>É importante registrar que no passado as provas de carga era “um acontecimento relevante” e todos queriam ser fotografados. Para registrar este aspecto mostra-se a prova de carga para avaliar a capacidade de carga do solo das fundações do Edifício Martinelli</p>
<figure id="attachment_16801" aria-describedby="caption-attachment-16801" style="width: 300px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" class="wp-image-16801 size-medium" src="http://www.prediomartinelli.com.br/wp-content/uploads/2021/01/1928-Prova-de-carga-2-300x262.jpg" alt="" width="300" height="262" srcset="http://www.prediomartinelli.com.br/wp-content/uploads/2021/01/1928-Prova-de-carga-2-300x262.jpg 300w, http://www.prediomartinelli.com.br/wp-content/uploads/2021/01/1928-Prova-de-carga-2-768x670.jpg 768w, http://www.prediomartinelli.com.br/wp-content/uploads/2021/01/1928-Prova-de-carga-2-1024x893.jpg 1024w, http://www.prediomartinelli.com.br/wp-content/uploads/2021/01/1928-Prova-de-carga-2.jpg 1552w" sizes="(max-width: 300px) 100vw, 300px" /><figcaption id="caption-attachment-16801" class="wp-caption-text">1928 &#8211; Prova de carga</figcaption></figure>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>O próprio Giuseppe Martinelli morou no prédio</strong></p>
<p>Inicialmente, o prédio estava projetado para abrigar 14 andares, com a possibilidade de ter até 18. Mas, como chegou a ter 30 andares, todos olhavam a construção com desconfiança e muitos acreditavam que ele iria cair. A construção chegou a ser embargada, mas usando materiais mais leves até que então, o conde Martinelli concluiu o seu sonho. E, para provar que o prédio não iria cair, construiu um palacete para que ele e sua família pudessem morar no topo do edifício. Na verdade, ele tinha esperança de que os afortunados da sociedade paulistana na época se mudassem para lá também.</p>
<figure id="attachment_16808" aria-describedby="caption-attachment-16808" style="width: 297px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" class="wp-image-16808 size-medium" src="http://www.prediomartinelli.com.br/wp-content/uploads/2021/01/1930-Interior-do-Palacete-do-Comendador-1-297x300.jpg" alt="" width="297" height="300" srcset="http://www.prediomartinelli.com.br/wp-content/uploads/2021/01/1930-Interior-do-Palacete-do-Comendador-1-297x300.jpg 297w, http://www.prediomartinelli.com.br/wp-content/uploads/2021/01/1930-Interior-do-Palacete-do-Comendador-1-768x777.jpg 768w, http://www.prediomartinelli.com.br/wp-content/uploads/2021/01/1930-Interior-do-Palacete-do-Comendador-1-1012x1024.jpg 1012w, http://www.prediomartinelli.com.br/wp-content/uploads/2021/01/1930-Interior-do-Palacete-do-Comendador-1-90x90.jpg 90w, http://www.prediomartinelli.com.br/wp-content/uploads/2021/01/1930-Interior-do-Palacete-do-Comendador-1.jpg 1756w" sizes="(max-width: 297px) 100vw, 297px" /><figcaption id="caption-attachment-16808" class="wp-caption-text">1930 &#8211; Interior do Palacete do Comendador</figcaption></figure>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Medo da população</strong></p>
<p>O medo de que o Edifício Martinelli desabasse durante a construção era tanto que a Prefeitura de São Paulo chegou a paralisar a obra. Giuseppe Martinelli então reuniu uma série de documentos, provando que o projeto era seguro.</p>
<figure id="attachment_16799" aria-describedby="caption-attachment-16799" style="width: 228px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" class="wp-image-16799 size-medium" src="http://www.prediomartinelli.com.br/wp-content/uploads/2021/01/1928-A-Gazeta-05.09-228x300.jpg" alt="" width="228" height="300" srcset="http://www.prediomartinelli.com.br/wp-content/uploads/2021/01/1928-A-Gazeta-05.09-228x300.jpg 228w, http://www.prediomartinelli.com.br/wp-content/uploads/2021/01/1928-A-Gazeta-05.09-768x1013.jpg 768w, http://www.prediomartinelli.com.br/wp-content/uploads/2021/01/1928-A-Gazeta-05.09-777x1024.jpg 777w, http://www.prediomartinelli.com.br/wp-content/uploads/2021/01/1928-A-Gazeta-05.09.jpg 1686w" sizes="(max-width: 228px) 100vw, 228px" /><figcaption id="caption-attachment-16799" class="wp-caption-text">1928 &#8211; A Gazeta</figcaption></figure>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Grande equipe</strong></p>
<p>Foram necessários 600 operários para a construção do Edifício Martinelli, além de 90 artesãos (italianos e espanhóis) para o acabamento da fachada.</p>
<figure id="attachment_16800" aria-describedby="caption-attachment-16800" style="width: 291px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" class="wp-image-16800 size-medium" src="http://www.prediomartinelli.com.br/wp-content/uploads/2021/01/1928-Durante-a-obra-291x300.jpg" alt="" width="291" height="300" srcset="http://www.prediomartinelli.com.br/wp-content/uploads/2021/01/1928-Durante-a-obra-291x300.jpg 291w, http://www.prediomartinelli.com.br/wp-content/uploads/2021/01/1928-Durante-a-obra-768x792.jpg 768w, http://www.prediomartinelli.com.br/wp-content/uploads/2021/01/1928-Durante-a-obra-993x1024.jpg 993w, http://www.prediomartinelli.com.br/wp-content/uploads/2021/01/1928-Durante-a-obra.jpg 1377w" sizes="(max-width: 291px) 100vw, 291px" /><figcaption id="caption-attachment-16800" class="wp-caption-text">1927 &#8211; Durante as Obras</figcaption></figure>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Materiais importados</strong></p>
<p>A maioria dos materiais usados no Edifício Martinelli foram importados, como o cimento, que veio da Suécia e da Noruega. Entre seus acabamentos luxuosos estavam as portas de madeira de lei e as escadas de mármore italiano.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Cinema luxuoso</strong></p>
<p>Como a construção do Edifício Martinelli acabou danificando a obra vizinha, Giuseppe comprou o imóvel e o transformou em cinema. O Cine Rosário foi projetado pelo sobrinho do conde, Ítalo Martinelli. O local ficava na parte inferior do arranha-céu. Ele causou arrepios na cena artística paulistana por causa de seu tamanho e luxo.</p>
<figure id="attachment_16807" aria-describedby="caption-attachment-16807" style="width: 423px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" class="wp-image-16807" src="http://www.prediomartinelli.com.br/wp-content/uploads/2021/01/Multidão-diante-do-Cine-Rosário-no-dia-de-inauguração-1024x572.png" alt="" width="423" height="236" srcset="http://www.prediomartinelli.com.br/wp-content/uploads/2021/01/Multidão-diante-do-Cine-Rosário-no-dia-de-inauguração.png 1024w, http://www.prediomartinelli.com.br/wp-content/uploads/2021/01/Multidão-diante-do-Cine-Rosário-no-dia-de-inauguração-300x168.png 300w, http://www.prediomartinelli.com.br/wp-content/uploads/2021/01/Multidão-diante-do-Cine-Rosário-no-dia-de-inauguração-768x429.png 768w" sizes="(max-width: 423px) 100vw, 423px" /><figcaption id="caption-attachment-16807" class="wp-caption-text">1929 &#8211; Multidão diante do Cine Rosário no dia de inauguração</figcaption></figure>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Abrigou armamentos</strong></p>
<p>Devido à altura do Edifício, o espaço foi usado para abrigar armamentos e baterias antiaéreas para defender São Paulo das forças do Governo da República durante a Revolução de 1932.</p>
<figure id="attachment_16815" aria-describedby="caption-attachment-16815" style="width: 238px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" class="wp-image-16815 size-medium" src="http://www.prediomartinelli.com.br/wp-content/uploads/2021/01/19321016-19314-nac-0003-999-3-not-kehaexa-238x300.jpg" alt="" width="238" height="300" srcset="http://www.prediomartinelli.com.br/wp-content/uploads/2021/01/19321016-19314-nac-0003-999-3-not-kehaexa-238x300.jpg 238w, http://www.prediomartinelli.com.br/wp-content/uploads/2021/01/19321016-19314-nac-0003-999-3-not-kehaexa.jpg 250w" sizes="(max-width: 238px) 100vw, 238px" /><figcaption id="caption-attachment-16815" class="wp-caption-text">1932 &#8211; O Estado de S. Paulo</figcaption></figure>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Teve boates</strong></p>
<p>Depois que Giuseppe Martinelli mudou-se do Edifício Martinelli, parte do prédio passou a abrigar a casa noturna Night and Day. Nos anos 60 e 70, o agito aumentou com a instalação do Club 220, especializado em bailes de Black Music.<br />
Em 1981, após a desapropriação do prédio pela prefeitura, o Edifício Martinelli tornou sede do Museu da Cidade. A placa da solenidade ainda está aqui.</p>
<figure id="attachment_16810" aria-describedby="caption-attachment-16810" style="width: 300px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" class="wp-image-16810 size-medium" src="http://www.prediomartinelli.com.br/wp-content/uploads/2021/01/Edifício-Martinelli-pessoas-se-divertindo-no-Club-220-1-300x221.jpg" alt="" width="300" height="221" srcset="http://www.prediomartinelli.com.br/wp-content/uploads/2021/01/Edifício-Martinelli-pessoas-se-divertindo-no-Club-220-1-300x221.jpg 300w, http://www.prediomartinelli.com.br/wp-content/uploads/2021/01/Edifício-Martinelli-pessoas-se-divertindo-no-Club-220-1.jpg 600w" sizes="(max-width: 300px) 100vw, 300px" /><figcaption id="caption-attachment-16810" class="wp-caption-text">Pessoas se divertindo no Club 220</figcaption></figure>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Pertenceu ao Martinelli até 1933</strong></p>
<p>Apesar de ser o idealizador do prédio e dar seu nome a ele, a propriedade ficou nas mãos do conde até 1933. Neste ano, ele já estava endividado por conta da longa duração da obra e da crise econômica de 1929. Assim, ele teve que ceder o edifício para o governo italiano, pois havia pedido um empréstimo para eles para finalizar a obra. Depois disso, o lugar passou a ser chamado de Edifício das Américas e ficou quase abandonado.</p>
<figure id="attachment_16814" aria-describedby="caption-attachment-16814" style="width: 300px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" class="wp-image-16814 size-medium" src="http://www.prediomartinelli.com.br/wp-content/uploads/2021/01/crash-300x203.jpg" alt="" width="300" height="203" srcset="http://www.prediomartinelli.com.br/wp-content/uploads/2021/01/crash-300x203.jpg 300w, http://www.prediomartinelli.com.br/wp-content/uploads/2021/01/crash.jpg 500w" sizes="(max-width: 300px) 100vw, 300px" /><figcaption id="caption-attachment-16814" class="wp-caption-text">Jornais da época</figcaption></figure>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Revitalização em 1975</strong></p>
<p>Quase duas décadas depois de que Martinelli perdeu o edifício, ele já estava deteriorado. Na década de 1960, era praticamente um cortiço, onde aconteciam crimes. Só então, em 1975, o atual prefeito Olavo Setúbal desapropriou o lugar e começou um projeto de revitalização, com limpeza da fachada e modernização dos sistemas hidráulicos e elétricos. Em 1979, foi reinaugurado já como sede e repartições do governo.</p>
<figure id="attachment_16805" aria-describedby="caption-attachment-16805" style="width: 233px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" class="wp-image-16805 size-medium" src="http://www.prediomartinelli.com.br/wp-content/uploads/2021/01/1979-Folha-de-São-Paulo-04.05-233x300.jpg" alt="" width="233" height="300" srcset="http://www.prediomartinelli.com.br/wp-content/uploads/2021/01/1979-Folha-de-São-Paulo-04.05-233x300.jpg 233w, http://www.prediomartinelli.com.br/wp-content/uploads/2021/01/1979-Folha-de-São-Paulo-04.05-768x991.jpg 768w, http://www.prediomartinelli.com.br/wp-content/uploads/2021/01/1979-Folha-de-São-Paulo-04.05-794x1024.jpg 794w, http://www.prediomartinelli.com.br/wp-content/uploads/2021/01/1979-Folha-de-São-Paulo-04.05.jpg 1792w" sizes="(max-width: 233px) 100vw, 233px" /><figcaption id="caption-attachment-16805" class="wp-caption-text">1979 &#8211; Folha de São Paulo</figcaption></figure>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Sede de órgãos do governo</strong></p>
<p>Depois de ser residencial e ir do luxo a decadência, hoje, o Martinelli abriga a sede das Secretarias Municipais de Habitação e Planejamento, as empresas Emurb e Cohab-SP e o Sindicato dos Bancários de São Paulo.</p>
<figure id="attachment_16806" aria-describedby="caption-attachment-16806" style="width: 300px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" class="wp-image-16806 size-medium" src="http://www.prediomartinelli.com.br/wp-content/uploads/2021/01/1982-Salas-da-Emurb-300x195.jpg" alt="" width="300" height="195" srcset="http://www.prediomartinelli.com.br/wp-content/uploads/2021/01/1982-Salas-da-Emurb-300x195.jpg 300w, http://www.prediomartinelli.com.br/wp-content/uploads/2021/01/1982-Salas-da-Emurb-768x499.jpg 768w, http://www.prediomartinelli.com.br/wp-content/uploads/2021/01/1982-Salas-da-Emurb-1024x665.jpg 1024w" sizes="(max-width: 300px) 100vw, 300px" /><figcaption id="caption-attachment-16806" class="wp-caption-text">1982 &#8211; Salas da Emurb</figcaption></figure>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Elementos originais</strong></p>
<p>As portas e janelas que vemos no Edifício Martinelli hoje são as mesmas da inauguração. Os pisos no terraço são 80% originais. Já no interior do Edifício Martinelli, os lustres são réplicas.</p>
<figure id="attachment_16809" aria-describedby="caption-attachment-16809" style="width: 215px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" class="wp-image-16809" src="http://www.prediomartinelli.com.br/wp-content/uploads/2021/01/WhatsApp-Image-2021-01-27-at-14.43.34-169x300.jpeg" alt="" width="215" height="382" srcset="http://www.prediomartinelli.com.br/wp-content/uploads/2021/01/WhatsApp-Image-2021-01-27-at-14.43.34-169x300.jpeg 169w, http://www.prediomartinelli.com.br/wp-content/uploads/2021/01/WhatsApp-Image-2021-01-27-at-14.43.34-768x1365.jpeg 768w, http://www.prediomartinelli.com.br/wp-content/uploads/2021/01/WhatsApp-Image-2021-01-27-at-14.43.34-576x1024.jpeg 576w, http://www.prediomartinelli.com.br/wp-content/uploads/2021/01/WhatsApp-Image-2021-01-27-at-14.43.34.jpeg 900w" sizes="(max-width: 215px) 100vw, 215px" /><figcaption id="caption-attachment-16809" class="wp-caption-text">2019 &#8211; Lustres no Interior</figcaption></figure><p>The post <a href="http://www.prediomartinelli.com.br/curiosidades-sobre-o-edificio-martinelli/">Curiosidades sobre o Edifício Martinelli</a> first appeared on <a href="http://www.prediomartinelli.com.br">Prédio Martinelli</a>.</p>]]></content:encoded>
					
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		<title>História do Prédio Martinelli</title>
		<link>http://www.prediomartinelli.com.br/historia-do-predio-martinelli-2/</link>
					<comments>http://www.prediomartinelli.com.br/historia-do-predio-martinelli-2/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[fast]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 17 Oct 2019 16:09:20 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Edifício Martinelli]]></category>
		<category><![CDATA[História]]></category>
		<guid isPermaLink="false">http://ww2.fastwebdev4.com.br/m10/martinelli/?p=16099</guid>

					<description><![CDATA[<p>In a giant breakthrough for the FiDi shopping scene, Spanish sportswear and accessories chain Zara is opening a three-level store at 222 Broadway, across the street from St. Paul’s Chapel and the new Fulton Transit Center.</p>
<p>The post <a href="http://www.prediomartinelli.com.br/historia-do-predio-martinelli-2/">História do Prédio Martinelli</a> first appeared on <a href="http://www.prediomartinelli.com.br">Prédio Martinelli</a>.</p>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Em 1889 um imigrante Italiano desembarcava no Porto do Rio de Janeiro, seu objetivo era o mesmo de tantos outros que chegavam a América: Prosperar! Esse imigrante, chamado Giuseppe Martinelli, foi excepcionalmente bem-sucedido e em pouco mais de duas décadas havia construído um respeitável patrimônio.</p>
<p>Desejoso por deixar um legado mais permanente de seu trabalho, além de sua importante empresa de navegação em Santos, o Comendador Martinelli decide erguer na cidade São Paulo o mais alto arranha-céu da América Latina, o Edifício Martinelli.</p>
<p>A obra prometia uma enorme polêmica, pois em São Paulo até então não possuía nenhum edifício de grande estatura, sendo raros os prédios com mais de 5 andares. Planejado para alcançar a barreira dos 100 metros de altura, em uma estrutura não apenas alta como significativamente larga, o Edifício Martinelli marcaria uma transição para a era dos arranha-céus. Passou por momentos difíceis na década de 1960 até 1975, foi quando Olavo Setúbal tornou-se prefeito de São Paulo, o prédio foi recuperado e voltou a ser um orgulho para a cidade.</p>
<p>Em 1924 deu início à construção do prédio projetado para ter 12 andares, num grande terreno na então área mais nobre da capital, entre as ruas São Bento, Líbero Badaró e avenida São João. O autor do projeto era o arquiteto húngaro William Fillinger, da Academia de Belas Artes de Viena. Todo o cimento da construção era importado da Suécia e da Noruega, pela própria casa importadora de Martinelli. Nas obras trabalhavam mais de 600 operários. 90 artesãos, italianos e espanhóis, cuidavam do esmerado acabamento. Os detalhes da rica fachada foram desenhados pelos irmãos Lacombe, que mais tarde projetariam a entrada do túnel da av. 9 de Julho. Diversos imprevistos prolongaram as obras: as fundações abalaram um prédio vizinho – problema resolvido com a compra do prédio por Martinelli; os cálculos estruturais complexos levaram à importação de uma máquina de calcular Mercedes da Alemanha.</p>
<p>Enquanto isso, Martinelli não parava de acrescentar andares ao edifício, estimulado pela própria população que lhe pedia uma altura cada vez maior – de 12 passou para 14, depois 18 e em 1928 chegou a vinte e quatro. Nessa época o próprio Martinelli já havia assumido o projeto arquitetônico, e, não se satisfazendo em fiscalizar diariamente as obras, também trabalhava como pedreiro – retomando assim a profissão que exercera na juventude na Itália – e demonstrava enorme prazer em ensinar aos operários mais jovens os macetes da profissão.</p>
<p>Quando o prédio atingiu vinte e quatro andares, foi embargado, por não ter licença e desrespeitar as leis municipais – havia um grande debate na época sobre a conveniência ou não de se construir prédios altos na cidade. A questão foi parar nos tribunais e assumiu contornos políticos, sendo aproveitada pela oposição para fustigar Martinelli e a prefeitura municipal. A questão foi resolvida por uma comissão técnica que garantiu que o prédio era seguro e limitando a altura em 25 andares. O objetivo de Martinelli, contudo, era chegar aos 30 andares, e o fez construindo sua nova residência com cinco andares no topo do prédio – tal como Gustave Eiffel fizera no topo de sua torre.</p>
<p>O Martinelli impressionava não só pelas dimensões como pela rica ornamentação e luxuoso acabamento: portas de pinho de Riga, escadas de mármore de Carrara, vidros, espelhos e papéis de parede belgas, louça sanitária inglesa, elevadores suíços – tudo o que havia de melhor na época; paredes das escadas revestidas de marmorize, pintura a óleo nas salas a partir do 20º andar, 40 quilômetros de molduras de gesso em arabescos.</p>
<p>O prédio possui reentrâncias, comuns nos hotéis norte-americanos da época, para ventilação e iluminação, e apresenta as três divisões básicas da arquitetura clássica: embasamento, corpo e coroamento. O embasamento é revestido de granito vermelho; no coroamento, falsa mansarda de ardósia. O corpo é pintado em três tons de rosa e recoberto de massa cor-de-rosa, uma mistura de vidro moído, cristal de rocha, areias muito puras e pó-de-mica, que fazia a fachada cintilar à noite. O revestimento tem três tons de rosa. O Martinelli inspirou Oswald de Andrade a chamar pejorativamente São Paulo de “cidade bolo de noiva”.</p>
<p>Entre os inquilinos do prédio, partidos políticos como o PRP, jornais, clubes (ente eles o Palmeiras e a Portuguesa), sindicatos, restaurantes, confeitarias, boates, um hotel (São Bento), o cine Rosário, a escola de dança do professor Patrizi. O tino comercial do Comendador Martinelli se revelava até nas empenas cegas do prédio, que serviam de outdoor gigante para uma série de produtos, entre eles a “pasta dental Elba”, o “café Bhering” e a aguardente Fernet Branca – importada pelo próprio Martinelli.</p>
<p>Mesmo antes de sua conclusão o prédio já havia se tornado um símbolo e ícone de São Paulo – em 1931 o inventor do rádio, Guglielmo Marconi, visitou a cidade e foi levado até o topo do edifício. Quando o Zeppelin sobrevoou a cidade em 1933, deu uma volta em torno do Martinelli.</p>
<p>Contudo, para o Comendador a construção do prédio acarretou sérios problemas financeiros, e em 1933 foi forçado a vender o edifício para o governo da Itália. Em 1943, com a declaração de guerra do Brasil ao eixo, todos os bens italianos foram confiscados e o Martinelli passou a ser propriedade da União, tendo inclusive sido rebatizado com o nome de Edifício América (e em 1944 foi leiloado, sendo 103 proprietários).</p>
<p>Com o fim da II Guerra, a cidade entrou em uma fase de enorme progresso que se refletiu em um “boom” imobiliário. Em 1944 o Martinelli perdeu o título de prédio mais alto de São Paulo para o vizinho Edifício do Banco do Estado (Antigo Banespa, hoje Farol Santander). Porém o prejuízo foi a construção da massa gigantesca do Banco do Brasil do outro lado da av. São João no início dos anos 50, fazendo sombra ao Martinelli – que se tornou assim vítima da própria verticalização da qual tinha sido pioneiro.</p>
<p>Então, em 1975 o recém-empossado prefeito Olavo Setúbal decidiu salvar o edifício. Desapropriou o prédio – foi necessária a intervenção do exército para retirar os moradores mais renitentes – e deu início à restauração. O responsável pelas obras foi o Engenheiro Walter Merlo, chefiando 640 operários. Os sistemas hidráulico e elétrico foram totalmente substituídos, novos elevadores foram instalados, a fachada foi limpa com jateamento de areia. Um moderno sistema de prevenção a incêndios foi instalado, tornando o Martinelli um dos mais seguros da cidade. Em 1979 foi reinaugurado, sendo ocupado por diversas repartições municipais, como a Emurb, Secretaria de Habitação e a Cohab.</p><p>The post <a href="http://www.prediomartinelli.com.br/historia-do-predio-martinelli-2/">História do Prédio Martinelli</a> first appeared on <a href="http://www.prediomartinelli.com.br">Prédio Martinelli</a>.</p>]]></content:encoded>
					
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