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	<title>Vídeo &#8211; Prédio Martinelli</title>
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	<description>O primeiro arranha-céu de São Paulo</description>
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		<title>História do Prédio Martinelli</title>
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		<pubDate>Thu, 17 Oct 2019 16:09:20 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Edifício Martinelli]]></category>
		<category><![CDATA[História]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>In a giant breakthrough for the FiDi shopping scene, Spanish sportswear and accessories chain Zara is opening a three-level store at 222 Broadway, across the street from St. Paul’s Chapel and the new Fulton Transit Center.</p>
<p>The post <a href="http://www.prediomartinelli.com.br/historia-do-predio-martinelli-2/">História do Prédio Martinelli</a> first appeared on <a href="http://www.prediomartinelli.com.br">Prédio Martinelli</a>.</p>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Em 1889 um imigrante Italiano desembarcava no Porto do Rio de Janeiro, seu objetivo era o mesmo de tantos outros que chegavam a América: Prosperar! Esse imigrante, chamado Giuseppe Martinelli, foi excepcionalmente bem-sucedido e em pouco mais de duas décadas havia construído um respeitável patrimônio.</p>
<p>Desejoso por deixar um legado mais permanente de seu trabalho, além de sua importante empresa de navegação em Santos, o Comendador Martinelli decide erguer na cidade São Paulo o mais alto arranha-céu da América Latina, o Edifício Martinelli.</p>
<p>A obra prometia uma enorme polêmica, pois em São Paulo até então não possuía nenhum edifício de grande estatura, sendo raros os prédios com mais de 5 andares. Planejado para alcançar a barreira dos 100 metros de altura, em uma estrutura não apenas alta como significativamente larga, o Edifício Martinelli marcaria uma transição para a era dos arranha-céus. Passou por momentos difíceis na década de 1960 até 1975, foi quando Olavo Setúbal tornou-se prefeito de São Paulo, o prédio foi recuperado e voltou a ser um orgulho para a cidade.</p>
<p>Em 1924 deu início à construção do prédio projetado para ter 12 andares, num grande terreno na então área mais nobre da capital, entre as ruas São Bento, Líbero Badaró e avenida São João. O autor do projeto era o arquiteto húngaro William Fillinger, da Academia de Belas Artes de Viena. Todo o cimento da construção era importado da Suécia e da Noruega, pela própria casa importadora de Martinelli. Nas obras trabalhavam mais de 600 operários. 90 artesãos, italianos e espanhóis, cuidavam do esmerado acabamento. Os detalhes da rica fachada foram desenhados pelos irmãos Lacombe, que mais tarde projetariam a entrada do túnel da av. 9 de Julho. Diversos imprevistos prolongaram as obras: as fundações abalaram um prédio vizinho – problema resolvido com a compra do prédio por Martinelli; os cálculos estruturais complexos levaram à importação de uma máquina de calcular Mercedes da Alemanha.</p>
<p>Enquanto isso, Martinelli não parava de acrescentar andares ao edifício, estimulado pela própria população que lhe pedia uma altura cada vez maior – de 12 passou para 14, depois 18 e em 1928 chegou a vinte e quatro. Nessa época o próprio Martinelli já havia assumido o projeto arquitetônico, e, não se satisfazendo em fiscalizar diariamente as obras, também trabalhava como pedreiro – retomando assim a profissão que exercera na juventude na Itália – e demonstrava enorme prazer em ensinar aos operários mais jovens os macetes da profissão.</p>
<p>Quando o prédio atingiu vinte e quatro andares, foi embargado, por não ter licença e desrespeitar as leis municipais – havia um grande debate na época sobre a conveniência ou não de se construir prédios altos na cidade. A questão foi parar nos tribunais e assumiu contornos políticos, sendo aproveitada pela oposição para fustigar Martinelli e a prefeitura municipal. A questão foi resolvida por uma comissão técnica que garantiu que o prédio era seguro e limitando a altura em 25 andares. O objetivo de Martinelli, contudo, era chegar aos 30 andares, e o fez construindo sua nova residência com cinco andares no topo do prédio – tal como Gustave Eiffel fizera no topo de sua torre.</p>
<p>O Martinelli impressionava não só pelas dimensões como pela rica ornamentação e luxuoso acabamento: portas de pinho de Riga, escadas de mármore de Carrara, vidros, espelhos e papéis de parede belgas, louça sanitária inglesa, elevadores suíços – tudo o que havia de melhor na época; paredes das escadas revestidas de marmorize, pintura a óleo nas salas a partir do 20º andar, 40 quilômetros de molduras de gesso em arabescos.</p>
<p>O prédio possui reentrâncias, comuns nos hotéis norte-americanos da época, para ventilação e iluminação, e apresenta as três divisões básicas da arquitetura clássica: embasamento, corpo e coroamento. O embasamento é revestido de granito vermelho; no coroamento, falsa mansarda de ardósia. O corpo é pintado em três tons de rosa e recoberto de massa cor-de-rosa, uma mistura de vidro moído, cristal de rocha, areias muito puras e pó-de-mica, que fazia a fachada cintilar à noite. O revestimento tem três tons de rosa. O Martinelli inspirou Oswald de Andrade a chamar pejorativamente São Paulo de “cidade bolo de noiva”.</p>
<p>Entre os inquilinos do prédio, partidos políticos como o PRP, jornais, clubes (ente eles o Palmeiras e a Portuguesa), sindicatos, restaurantes, confeitarias, boates, um hotel (São Bento), o cine Rosário, a escola de dança do professor Patrizi. O tino comercial do Comendador Martinelli se revelava até nas empenas cegas do prédio, que serviam de outdoor gigante para uma série de produtos, entre eles a “pasta dental Elba”, o “café Bhering” e a aguardente Fernet Branca – importada pelo próprio Martinelli.</p>
<p>Mesmo antes de sua conclusão o prédio já havia se tornado um símbolo e ícone de São Paulo – em 1931 o inventor do rádio, Guglielmo Marconi, visitou a cidade e foi levado até o topo do edifício. Quando o Zeppelin sobrevoou a cidade em 1933, deu uma volta em torno do Martinelli.</p>
<p>Contudo, para o Comendador a construção do prédio acarretou sérios problemas financeiros, e em 1933 foi forçado a vender o edifício para o governo da Itália. Em 1943, com a declaração de guerra do Brasil ao eixo, todos os bens italianos foram confiscados e o Martinelli passou a ser propriedade da União, tendo inclusive sido rebatizado com o nome de Edifício América (e em 1944 foi leiloado, sendo 103 proprietários).</p>
<p>Com o fim da II Guerra, a cidade entrou em uma fase de enorme progresso que se refletiu em um “boom” imobiliário. Em 1944 o Martinelli perdeu o título de prédio mais alto de São Paulo para o vizinho Edifício do Banco do Estado (Antigo Banespa, hoje Farol Santander). Porém o prejuízo foi a construção da massa gigantesca do Banco do Brasil do outro lado da av. São João no início dos anos 50, fazendo sombra ao Martinelli – que se tornou assim vítima da própria verticalização da qual tinha sido pioneiro.</p>
<p>Então, em 1975 o recém-empossado prefeito Olavo Setúbal decidiu salvar o edifício. Desapropriou o prédio – foi necessária a intervenção do exército para retirar os moradores mais renitentes – e deu início à restauração. O responsável pelas obras foi o Engenheiro Walter Merlo, chefiando 640 operários. Os sistemas hidráulico e elétrico foram totalmente substituídos, novos elevadores foram instalados, a fachada foi limpa com jateamento de areia. Um moderno sistema de prevenção a incêndios foi instalado, tornando o Martinelli um dos mais seguros da cidade. Em 1979 foi reinaugurado, sendo ocupado por diversas repartições municipais, como a Emurb, Secretaria de Habitação e a Cohab.</p><p>The post <a href="http://www.prediomartinelli.com.br/historia-do-predio-martinelli-2/">História do Prédio Martinelli</a> first appeared on <a href="http://www.prediomartinelli.com.br">Prédio Martinelli</a>.</p>]]></content:encoded>
					
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